quinta-feira, 30 de abril de 2015

Roteiros caminhos da canastra; por Fernanda Silva

Ótimas dicas de passeios com o melhor que a Serra da Canastra e sua região possa oferecer;

 São 6 opções para você criar seu próprio roteiro; de acordo com seus interesses,  necessidades e possibilidades

Roteiro 1
Parnacanastra “parte baixa”

Cachoeira Casca D’anta são 186 m de queda livre é o cartão postal da serra.




Informações:
´O carro fica estacionado na portaria e seguimos andando até a área de quiosque de lá uma trilha em meio a mata com direito a parada para descanso e contemplação da cachoeira,  depois segue até a enorme queda a caminhada é de fácil a médio nível de dificuldade a maioria do percurso é na sombra.
´Infra estrutura: banheiros, área de camping, quiosque para pique nique.
´Atenção não possui lanchonete é necessário levar seu próprio lanche, não é permitido a entrada de bebidas alcóolicas.
´Via Vargem Bonita/ Barreiro, portaria 1 até na cidade de Vargem Bonita asfalto de lá estrada de chão o trajeto pode ser feito por carro de pequeno porte.
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Roteiro 2

Parnacanastra “parte alta”

´Centro de visitantes
´Nascente do rio São Francisco
´Curral de pedras
´Cachoeira casca D’anta parte alta



centro de visitantes




curral de pedras (feito por escravos)



poço cachoeira Casca D'anta parte alta





Informações:

O roteiro pode ser feito por carros pequenos porém a locais péssimos exigindo pouquíssima velocidade, bem sinalizado a maioria dos atrativos estão as margens da estrada principal podendo ser feito com guias ou não, mas lembre de levar o mapa e checar o combustível já que o percurso é longo é não há abastecimento.

        Leve seu lanche e bebidas somente sem álcool não há lanchonetes e não esqueça de trazer seu lixo de volta e de lá tire somente fotografias pois é proibida a coleta de qualquer espécie se trata de um Parque Nacional área de total preservação, ande somente pela estrada e trilhas demarcadas os demais acessos não são permitidos a velocidade deve ser respeitada bem  como o sossego e locomoção dos animais a serem vistos pela estrada e jamais alimente-os ou assuste-os.


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Roteiro 3


´Cachoeira do Fundão
´Almoço no vilarejo de São João Da Serra
´Cachoeira do Jota



São João Batista do Gloria  e Cachoeira do fundão

Parte alta da Serra da Canastra 



Sugerimos 1º a ida na cachoeira do fundão devido a caminhada de nível médio e o percurso feito sob sol, de manhã se torna mais ameno e agradável, são duas lindas cachoeiras que vale a pena serem visitadas apesar da dificuldade de acesso.

Atenção: a saída deve ser feita o mais cedo possível 7:00hs devido a distância e acesso 




Cachoeira do Fundão





Vilarejo de São João Batista da Serra


         O vilarejo fica próximo ao percurso do Fundão é ponto de parada para um delicioso almoço, lá podemos vivenciar a simplicidade de um povo que vive praticamente isolado dos grandes centros urbanos; nos mostrando que não precisamos de muito pra viver "apenas o sossego basta"

         Igreja de São joão Batista da Serra

Portaria de São João Batista da Serra

Cachoeira do Jota
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Roteiro 4

Parnacanastra “parte alta” Rolinhos









Poço cachoeira rolinhos e quaresmeiras rosas




1º Poço rolinhos


Com apenas o toque da mão é possível sentir vários lambaris

Informações:

´Cachoeira e poço rolinhos.
´Situada na parte da alta do Parnacanastra entrada pela portaria 2 de São Roque de Minas; segue estrada principal até a placa indicando a cachoeira Casca D'anta parte alta nesta bifurcação vira-se a direita mantendo-se na estrada principal até a placa que indica a cachoeira rolinhos a qual indica virar-se a direirta mas alguns poucos quilômetros já está o atrativo.


O local é dividido em dois atrativos 1º na chegada o poço de águas cristalinas o qual habita vários cardumes de lambaris; depois uma pequena caminhada até a cachoeira com mais um delicioso poço para um mergulho revigorante, lembramos que as águas aqui da serra são muito frias devido a altitude mas são maravilhosas.
´Estrada de fácil acesso permitindo a ida de carro menores.
´Não há lanchonetes ou ponto de venda é necessário levar seu próprio lanche e bebida, lembramos que bebidas alcoólicas são terminantemente proibidas no Parque.


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Roteiro 5

Entorno do Parnacanastra visitas à RPPN

RPPN " Reserva Particular do Patrimônio Natural



1º RPPN Cerradão 

2º RPPN Nascentes do Rio São Francisco MG 341

 RPPN E CACHOEIRA CERRADÃO.


 A Cachoeira e  RPPN Cerradão fica na lateral do Parnacanastra o ponto de partida e á cidade de São Roque de Minas saída sentido Parque de Exposição está aproximadamente a 15 km, chegando ao local o carro fica no estacionamento e seguimos por uma divertida e informativa trilha ecológica com muitas peculiaridades do cerrado mineiro a trilha leva ao atrativo principal que é essa linda cachoeira.

Na entrada cobra-se uma taxa de manutenção que está em torno de R$ 10,00 por pessoa.





 RPPN NASCENTES DO RIO SÃO FRANCISCO.


 A RPPN está localizada na MG 341, km 11 na Fazenda Sobradinho da Canastra estrada de acesso principal ao Parnacanastra e a cidade de São Roque de Minas ás margens da rodovia que é asfaltada o acesso é fácil, está localizada a 10 km de São Roque de Minas.

A visita deve ser agendada pelos tel: 37 9942.0543 ou 37 9938.2730 o local está em fase de formalização junto ao órgão IBAMA por isso ainda não cobra-se taxa de visitação.

São várias trilhas com uma diversificada fauna e flora do cerrado mineiro, aqui podemos encontrar espécies da fauna as quais estão ameaçadas de extinção como lobo-guará e tamanduá-bandeira, perdiz entre outras; e uma riquíssima flora com bromélias, samambaias, árvores frutíferas como araçá, pequi, gabiroba outras árvores como D'oleo, Ypês, Quaresmeiras e Jatobás as quais são centenárias; além de muitas plantas medicinais como carqueja, macelas do campo e uma infinidade de surpresas que só o cerrado pode oferecer, vale a pena conferir.

Atenção para os apaixonados por pássaros aqui é o habitat de muitos deles.

A caminhada é de fácil acesso podendo até os mais idosos e crianças a percorre-las sem alguma dificuldade.

Amostra da flora local:


                   











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Roteiro 6

COMPLEXO DE CACHOEIRAS CAPÃO DO FORRO


Cachoeira  Lobo
Cachoeira Capão do Forro
Cachoeira do Mato
Informações:

São 3 belíssimas cachoeiras em apenas um local ,  apenas 5 km de São Roque de Minas e no caminho para quem visita a parte alta do Parnacanastra portaria 1.


Acesso a estrada é de terra batida e chegada ao local calçada de pedras possibilitando o acesso de carros de pequenos porte não é necessário a companhia de guias pois é bem sinalizado. 



Visitas: todos os dias, cobra-se taxa de entrada R$10,00 por pessoa.









sábado, 7 de março de 2015


Curiosidades do cerrado


sempre viva

O Cerrado é o segundo maior bioma (conjunto de ecossistemas) do Brasil e se estende do litoral do Maranhão ao Centro-Oeste e ao sertão nordestino. O Cerrado ocupa todo do Distrito Federal (onde fica Brasília, a capital do Brasil), quase inteiramente os estados de Goiás e Tocantins e mais da metade de Mato Grosso do Sul, Maranhão e Minas Gerais. Além disso, está presente em mais seis estados.

O Cerrado é conhecido como a savana brasileira. Suas características são similares à paisagem seca da savana africana. Nesse tipo de bioma há poucas árvores e predomina a vegetação rasteira. De modo geral, a vegetação cresce sobre um solo raso, entre formações rochosas. São grandes extensões de terra cobertas por capim, árvores e arbustos retorcidos.
 As árvores conseguem sobreviver ao clima seco graças a suas enormes raízes que crescem abaixo do solo em busca de água. Algumas chegam a atingir 20 metros de profundidade. Além dessas plantas típicas, o Cerrado possui vegetação de campo e de mata. Nos vales dos rios há florestas com árvores que podem chegar a 15 metros de altura.

Flora
Entre as árvores nativas estão o ipê, a aroeira, a peroba-do-campo e o timbó, que tem madeira de lei, e as frutíferas  como cajueiro, goiabeira, mangabeira, araçá e guarirobeira. As flores são especiais. A caliandra, conhecida como “flor do Cerrado”, é muito original. Há várias outras flores diferentes, na aparência e no nome, como algodão-do-cerrado, ciganinha, flor do pequi, pali-palã e sempre-viva, além das orquídeas e bromélias. As plantas do Cerrado são utilizadas na produção de fibras, óleos, cortiça, artesanato, produtos medicinais e alimentos. Além disso, existem centenas de espécies com propriedades medicinais.
canela de ema

Fauna
No Cerrado encontra-se uma das maiores diversidades de animais do mundo. Há mais de 150 mil espécies, como a onça, o veado-campeiro, a ema, o sagui e as cobras cascaveljiboia e jararaca. Muitos bichos estão ameaçados de extinção, como o lobo-guará, o cachorro-do-mato, o tamanduá-bandeira e o bugio. Entre as aves raras, encontram-se o tucano-rei, o urubu-rei, a perdiz, a arara-Canindé, o pato-selvagem e o canário-da-terra.

A Serra da Canastra e berço de alguns destes animais em extinção como o Lobo-Guará, o Tamanduá-bandeira, perdiz, onça, veado campeiro, emas ,cachorro-do-mato e as cobras cascavel, jiboia e jararacas, além do pato-mergulhão não mencionado acima mas também em extinção muito visto por aqui.


ema


veado-campeiro

Hidrografia e conservação

As três maiores bacias hidrográficas da América Latina recebem águas do Cerrado. São elas: a bacia dos rios Araguaia e Tocantins, a dos rios Paraná e Paraguai e a do rio São Francisco. O Cerrado possui uma grande rede de nascentes, córregos e rios de importância fundamental para a vida no Brasil.

Rio São Francisco ao fundo a Serra da Canastra

 Na Serra da Canastra fica a nascentes de um destes rios; o famoso e respeitado Rio São Francisco o rio da Integridade Nacional que nasce aqui percorre 5 estados brasileiros até desaguar no oceano atlântico. Logo no inicio de seu percurso ainda mesmo na Serra Da Canastra ele forma uma das mais imponentes e lindas Cachoeiras do Brasil a Casca D’anta com 186m de queda livre cartão postal da região.

Cachoeira Casca D'anta


Em Mato Grosso, a chapada dos Guimarães é uma das maiores atrações turísticas da região. Os 33 mil hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abrangem penhascos, grutas, rios e cachoeiras.
Em Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande, as terras planas servem de pasto para a criação de gado. Já em Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Maranhão, o Cerrado tem sido devastado pelas plantações de soja. Na Bahia, essas plantações afetam as nascentes dos rios, porque há várias áreas de ocupação desordenada. Além disso, elas causam erosões e pragas e degradam o solo.

A serra da Canastra, em Minas Gerais, sofre na época da seca. Assim como boa parte do Cerrado de outros estados, o local já registrou inúmeras ocorrências de queimadas naturais e criminosas, provocadas pelo homem.


O Cerrado é o bioma mais ameaçado do mundo, pela criação de gado e pelas grandes plantações de soja e algodão. Dos seus mais de 2 milhões de quilômetros quadrados de vegetação nativa original, restam hoje apenas 20 por cento.

PRESERVE O CERRADO
ELE FAZ PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL.
  

 Fotos Fernanda Silva 37 9942-0543

segunda-feira, 2 de março de 2015

CERRADO MINEIRO DIVERSIDADES

Fauna e Flora do Cerrado de Minas Gerais

A riqueza endêmica e a variedade de espécies se dão devido  a ocorrência dos três biomas nesse território e a fartura de rios, lagos, lagoas que determinam a vasta diversidade de peixes.




Alguns números, entretanto, apontam para a riqueza endêmica e a variedade de espécies - para isso contribuindo a ocorrência dos três biomas nesse território e a  fartura de rios, lagos, lagoas que determinam a vasta diversidade de peixes: das 3 mil espécies brasileiras, 380 ocorrem em Minas (12,5%). Sabe-se, por exemplo, que das 1.678 espécies de aves brasileiras, 46,5% (780 delas) foram verificadas no Estado, várias endêmicas, como o joão-cipó (Asthenes luizae) que habita os campos rupestres da Serra do Espinhaço. Há em Minas Gerais 190 espécies de mamíferos não-aquáticos - o que representa 40% dos catalogados no Brasil; 180 espécies de répteis entre serpentes, lagartos e jacarés, com destaque para as 120 de serpentes - quase metade das catalogadas no país; 200 espécies de anfíbios - 1/3 das que ocorrem no país - sendo vários os gêneros endêmicos de anuros (sapos, rãs e pererecas) da Floresta Atlântica e das serras do Cipó e da Canastra. Os maiores registros da fauna de MInas Gerais dizem respeito ao Bioma de Floresta Atlântica sendo pouco conhecidas as indicações de fauna sobre o Cerrado. Porém, devido ao conhecimento de que, exatamente na porção correspondente a esse ecossistema, há a ocorrência dos corredores mésicos (áreas de temperatura média), aponta-se com precisão  para as condições férteis de vida animal no Cerrado.



Diversidade e Endemismo
EspéciesTotal de EspéciesEspécies Endêmicas
Plantas10.0004.400
Mamíferos16119
Aves83729
Répteis12024
Anfíbios15045




Ainda que existam poucas indicações sobre o tamanho das populações e a dinâmica dos animais que ali vivem, não há dúvida de que a riqueza de espécies e endemismos sejam as características mais importantes dessa fauna. Há algumas ocorrências que podem ser apontadas como típicas nesse bioma. É o caso da jibóia (Boa constrictor), da cascavel (Crotalus durissus), de várias espécies de jararaca, do lagarto teiú (Tupinambis merianae), da ema (Rhea americana), da seriema (Caraiama cristata), do joão-de-barro (Furnarius rufus), do anu-preto (Crotophaga ani), da curicaca, do urubu-caçador, do urubu-rei, de araras, tucanos, papagaios e gaviões, do tatu-peba, do tatu-galinha, do tatu-canastra (Priodontes maximus), do tatu-de-rabo-mole, do tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e do tamanduá-mirim, do veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus), do cateto, da anta, do cachorro-do-mato, do cachoro-vinagre (Speothos venaticus), do lobo-guará (Crysocyon brachyurus), da jaguatirica, do gato-mourisco, e muito raramente da onça-parda (Puma concolor) e da onça-pintada (Panthera onca). 
Recentemente, uma surpreendente quantidade de informação foi reunida sobre os invertebrados do Cerrado, num trabalho realizado pela Base de Dados Tropical. Descobriu-se que a representatividade da fauna regional em relação à brasileira varia entre os grupos, indo de menos de 20% (abelhas e formigas) e mais de 50% para os lepidópteros (mariposas e borboletas). O número de espécies  estimado para o Cerrado é de 14.425 e representa 47% da fauna estimada para o Brasil.

Espécies Ameaçadas de Extinção
TaxonEspécies AmeaçadasEspécies Presumivelmente Ameaçadas
EXCREPVUTotal
Mamíferos051312104025
Aves041227408364
Répteis-0302051015
Anfíbios--01101117
Peixes-01-020332
Invertebrados030413113112
Total12335578178165
EX - Provavelmente extinta; CR - Criticamente Ameaçada; EP - Em Perigo; VU - Vulnerável.
Fonte: Fundação Biodiversitas, 1998. Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna de Minas Gerais 


Destacando-se como um belo cenário na região central o nosso país, entre a Floresta Atlântica e a Floresta Amazônica, o Cerrado ocupa mais de 22% das terras brasileiras. É um conjunto de vários tipos de vegetação, formando uma bonita paisagem na qual pode-se encontrar, em meio às formações características do Cerrado, algumas formações pertencentes a outros biomas.  Este mosaico de fisionomias é extremamente importante do ponto de vista da biodiversidade, pois reúne uma grande variedade de plantas e animais.
Devido ao seu grande valor biológico, o Cerrado tem sido alvo de enorme interesse por parte de entidades e pesquisadores preocupados com o futuro deste patrimônio. Em 1998, várias entidades ligadas à preservação ambiental realizaram o workshop "Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Pantanal", onde foram identificadas as regiões mais carentes de conhecimentos e proteção e discutidas estratégias para conservação e uso dos recursos bióticos. Este workshop representou um passo importante, pois, além de ter alertado para a necessidade de se reverter o processo de degradação do Cerrado, continua a subsidiar ações para a manutenção da sua biodiversidade.  



Flora do Cerrado

Ocupando mais de 1,8 milhões de ha, o Cerrado é o segundo maior bioma do continente sul-americano. Sua cobertura vegetal não é uniforme, mas sim, composta por vários tipos de fisionomias formando um complexo vegetacional. Por toda a sua extenção, há elementos de outros biomas, e, por isso, costuma-se falar em "Domínio do Cerrado" quando se quer designar o conjunto de todos os tipos de vegetação que ocorrem no Cerrado, e Bioma do Cerrado para se referir apenas às suas fisionomias típicas. São reconhecidos cinco tipos principais de vegetação do Bioma do Cerrado: Cerradão, Cerrado sensu strictu, Campo Cerrado, Campo Sujo e Campo Limpo, onde variam a composição dos estratos arbóreos, arbustivos e herbáceos. As veredas, as Matas Ciliares e as Matas Mesófilas também ocorrem no Cerrado, entretanto, estas fisionomias vegetais não são exclusivas deste domínio.
Dos tipos de vegetação características do Bioma do Cerrado, o Cerrado é o que apresenta maior densidade de árvores. Além disso, as árvores são mais altas, menos tortuosas e suas cascas são mais finas que as do Cerrado típico. Há muitos arbustos e o estrato herbáceo é discreto. Plantas como a lixeira (Curatella americana) e o caqui-do-mato (Diospyros brasiliensis) produzem frutos muito apreciados pela fauna que reside ou visita o Cerradão. Nesta formação também são encontradas plantas importantes para o homem, como a copaíba (Copaifera langsdorffii), árvore da qual se extrai óleo de copaíba ou bálsamo, nomes dados ao produto natural retirado de seu tronco através de perfurações profundas. Essa substância possui muitas propriedades terapêuticas, sendo usada principalmente como cicatrizes e antiinflamatório.
O Cerrado sensu strictu, ou Cerrado típico, é formado por árvores baixas e tortas, juntamente com arbustos diversos, distribuídos de forma esparsa em um solo coberto de gramíneas. As cascas das árvores são muito grossas, o que ajuda a protegê-las dos efeitos do fogo, um evento comum nos cerrados de todo o Brasil. Neste ambiente pode ser encontrada a catuaba (Anemopaegma arvense), uma das plantas medicinais mais comuns do Brasil. De propriedades afrodisíacas e estimulantes, essa planta de sabor amargo já era conhecida pelos índios que habitavam o Cerrado mesmo antes de sua colonização. Também presente nesta fisionomia, o jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) oferece muitos benefícios ao homem. Seus frutos são comestíveis e altamente nutritivos, a sua casca pode ser utilizada como remédio, e a madeira dura e resistente, é empregada na construção civil e naval. 
O pequi (Caryocar brasiliense) é outra planta importante. Seus frutos são saborosos e ricos em vitamina A, sendo muito utilizados na culinária regional. Comum também é o murici (Byrsonima verbascifolia), que pode ser aproveitado de várias maneiras. Seus frutos são comestíveis, a madeira é utilizada na construção civil e na marcenaria e sua casca possui propriedades medicinais. As cascas do barbatimão (Stryphnodendron adstringens) também são muito conhecidas por suas propriedades medicinais, sendo utilizadas para vários fins variados. Além disso, o tanino extraído delas constitui matéria-prima de curtumes.
Uma planta de admirável beleza é o ipê-amarelo (Tabebuia aurea), que fica coberto de flores na estação seca. Essa árvore é bastante ornamental e vem sendo empregada com sucesso na arborização de ruas e praças. O Campo Cerrado apresenta uma composição semelhante ao Cerrado sensu strictu, porém a vegetação é mais baixa e as árvores mais espaçadas, com predomínio de arbustos de várias espécies. A rosa-do-cerrado (Kielmeyra rubriflora) é uma das plantas mais atraentes, embelezando os campos cerrados com suas flores róseas e delicadas. A fruta-de-boi (Diospyros hispida) possui frutos comestíveis de sabor adocicado, enquanto a fruta-de-ema (Couepia grandiflora) é muito procura pela fauna na época de sua frutificação. 
O Campo Sujo, encontrado em áreas de solo raso, apresenta-se dominado por gramíneas, embora outras espécies de porte herbáceo também se mostrem presentes. Os poucos arbustos e árvores ocorrem normalmente agrupados em pequenas ilhas de vegetação, onde a composição florística é similar à do Cerrado típico.
No Campo Limpo, a vegetação é composta quase que exclusivamente de gramíneas e algumas cipéraceas. Há também várias orquídeas que embelezam o cenário com suas flores delicadas. Pode-se encontrar um ou outro arbusto, mas estes são raros e muito espaçados entre si.
As Matas Ciliares ocorrem ao longo dos rios de toda a região dos Cerrados. Além de proteger os mananciais, servem de refúgio para a fauna típica da mata, que encontra aí um ambiente mais úmido e de temperatura mais branda. Essas matas também desempenham papéis estratégicos como corredores ecológicos.
Nas veredas ou Buritizais, áreas úmidas de nascentes, o buriti (Mauritia flexuosa) é a planta dominante. Além de ser uma planta de extraordinária beleza, o buriti é uma palmeira valiosa, pois desempenha um papel ecológico fundamental no Cerrado. Seus frutos são a base da alimentação de muitos animais, principalmente aves e roedores. Diferentes partes dessa planta são usadas pelo homem para o preparo de alimentos, artesanatos e em construções rurais. A indústria cosmética também já descobriu o valor do buriti e vem comercializando vários produtos feitos à base do óleo de seus frutos.
As Matas Mesófilas são formações florestais situadas em solos de boa qualidade. São caracterizadas pela presença de uma grande quantidade de madeira-de-lei, e por isso, são constantemente degradadas pela extração madeireira. Entre as espécies vegetais presentes, por exemplo, a copaíba (Copaifera langsdorffii), o jatobá-da-mata (Hymenaea cobaril) a aroeira (Myracroduon urundeuva) e o angico (Anadenanthera colubrina). Das espécies de plantas do Cerrado, pouquíssimas também são encontradas em outras matas. É o caso da maria-mole (Guapira opposita), do pau-de-tucano (Vochysia tucanorum) e do pau-pombo (Tapirira guianensis). Este alto grau de endemismo é um dos motivos pelos quais o Cerrado deveria receber mais atenção no que diz respeito à sua conservação. Esperando que suas propriedades terapêuticas ou nutricionais sejam descobertas, inúmeras plantas exclusivas do Cerrado poderão um dia, ajudar a melhorar a qualidade de vida da população humana.

Fotos: Fernanda Silva
Fonte:http://ambientes.ambientebrasil.com.br/
Fonte parcial: Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. 2.° edição. CEMIG. Editare Editora, 2003.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

RPPN (Reserva particular do patrimônio natural) CURIOSIDADES


Curiosidades sobre uma RPPN



OBS: tamanduá-bandeira camuflado meio a mata.


È cada vez maior o número de proprietários no Brasil que decidem transformar suas terras ou parte delas em RPPN.

Hoje temos mais de 2.000 mil RPPN no País e juntas somam mais de 510 mil hectares de áreas protegidas quase o tamanho de Brasília; a maior delas tem 80 mil hectares e fica no pantanal do mato grosso e a menor está em Cubatão no estado de São Paulo com apenas 0,7 hectares tamanho menor que a área de um campo de futebol.

Em se tratando de RPPN tamanho não é documento qualquer proprietário seja ele físico ou jurídico que possua uma área preservada independente de seu tamanho, pode requerer seu registro junto aos órgãos ambientais e registrá-la como RPPN; não existe tamanho mínimo o que se leva em conta é que a área mereça ser protegida e para tal ela precisa ter atributos como:

Abrigar espécies animais ameaçadas em extinção ou raros;
Conter espécies da flora raras ou endêmicas;
Presença de nascentes.
Beleza rara e cênica dentre outras.
É importante saber que quando se registra uma RPPN em cartório não é possível voltar atrás, nem o proprietário nem seus descendentes pode desfazer o ato de criação da reserva.

Outro fato importante é saber que quem protege tem suas vantagens como:
.A principal é o não pagamento de impostos como o ITR (Imposto de território rural)
.Facilidades e preferências junto a projetos ambientais apresentados.
.Alguns bancos quando solicitado linhas de créditos para atividades agropecuárias dão prioridades a fazendas que possuem áreas de preservação como as RPPN.

Além disso, o proprietário pode explorar a reserva dentro dos termos da lei com atividades de pesquisa cientifica, educação ambiental e ecoturismo e até arrecadar verbas junto aos órgão públicos e empresas particulares que desejam fazer sua compensação ambiental.
Vamos conhecer e descrever melhor estas atividades que podem ser exploradas em áreas de RPPN.

Pesquisa cientifica: A reserva pode e deve ter parcerias com universidades, faculdades e afins que desejam explorar e conhecer melhor o meio ambiente para fins de pesquisa descobrindo e reconhecendo espécies que possam ser uteis para elaboração de medicamentos e outros contribuindo com a indústria farmacêutica e a cura de doenças.

Educação ambiental: Disponibilizar sua área para que estudantes e interessados possam conviver, conhecer e se interessar mais pelo meio ambiente este trabalho deve ser feito através de parcerias com escolas e entidades que interessam levar seus alunos a uma aula de campo ou visita técnica monitorada por um profissional qualificado.

Ecoturismo: Disponibilizar seu espaço aos turistas que frequentam a região para visitas e contemplação da natureza, mostrando suas belezas, riquezas e a importância de sua preservação.

Arrecadação de verbas: Com a apresentação de projetos ambientais, ideias e atitudes que contribuam com o meio ambiente é possível adquirir verbas públicas e particulares através de empresas que necessitam fazer sua compensação ambiental.


E o ato mais importante, dar o exemplo e incentivar outros proprietários a fazerem o mesmo, mostrando que a quando se preserva a natureza estamos conservamos nossas nascentes, proporcionamos abrigo às diversas espécies da flora e fauna muitas delas em extinção.





terça-feira, 19 de agosto de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Compensação Ambiental a procura de parceiros

A RPPN  Nascentes do Rio São Francisco, coloca seu espaço a disposição das grandes empresas que necessitam fazer sua compensação ambiental, estamos localizados na bacia do Rio São Francisco, em fase inicial de regularização e para isso estamos em busca de parceiros, temos uma grande área disponível a ser preservada a qual se encontra na área de amortecimento do "Parnacanastra" (Parque Nacional da Serra da Canastra) Bacia do Rio São Francisco  a qual preserva uma das mais importantes nascentes de rio do Brasil o Rio São Francisco.

 Na região existe um grande fluxo de turismo ambiental devido a importância do Parque e a nascente do rio São Francisco e todos interessados tem de necessariamente passarem por nossa porta pois é o único acesso ao Parque. Com acesso e localização privilegiada temos a certeza de um grande fluxo e muitas visitas, a qual colocaria sua empresa em destaque apoiando o meio ambiente contribuindo para um mundo mais sustentável.

Nosso objetivo: Temos um projeto pronto idealizado que falta apenas investimento, um dos nossos principais projetos é focado no turismo pedagógico onde colocaríamos nosso espaço ecológico a disposição das escolas e alunos para que possam fazer visitas e aulas de campo valorizando e conhecendo um pouco de nossa exuberante natureza, através de uma vivência única e prazerosa.

 Quem somos: Acima de tudo somos um casal apaixonados pela natureza; ele da área Ambiental (Procurador) e ela formada em Turismo (Turísmóloga);  dispomos de uma pequena área  que preserva inúmeras espécies da flora do cerrado brasileiro e  com uma diversificada fauna, a qual possui vários animais em extinção: como lobos guarás, tamanduá-bandeira, tatu-canastra e muitos outros. Qualificados e com um área de grande importância, gostaríamos de contribuir com o meio ambiente e para isso estamos a procura de parceiros que possam nos ajudar a deixar um mundo melhor a nossa nova geração.

Contato:
Fernanda 37 3371-1564
                     9942-0543
 Augusto 37 3371-6589
                    9938-2730