segunda-feira, 22 de setembro de 2014

RPPN (Reserva particular do patrimônio natural) CURIOSIDADES


Curiosidades sobre uma RPPN



OBS: tamanduá-bandeira camuflado meio a mata.


È cada vez maior o número de proprietários no Brasil que decidem transformar suas terras ou parte delas em RPPN.

Hoje temos mais de 2.000 mil RPPN no País e juntas somam mais de 510 mil hectares de áreas protegidas quase o tamanho de Brasília; a maior delas tem 80 mil hectares e fica no pantanal do mato grosso e a menor está em Cubatão no estado de São Paulo com apenas 0,7 hectares tamanho menor que a área de um campo de futebol.

Em se tratando de RPPN tamanho não é documento qualquer proprietário seja ele físico ou jurídico que possua uma área preservada independente de seu tamanho, pode requerer seu registro junto aos órgãos ambientais e registrá-la como RPPN; não existe tamanho mínimo o que se leva em conta é que a área mereça ser protegida e para tal ela precisa ter atributos como:

Abrigar espécies animais ameaçadas em extinção ou raros;
Conter espécies da flora raras ou endêmicas;
Presença de nascentes.
Beleza rara e cênica dentre outras.
É importante saber que quando se registra uma RPPN em cartório não é possível voltar atrás, nem o proprietário nem seus descendentes pode desfazer o ato de criação da reserva.

Outro fato importante é saber que quem protege tem suas vantagens como:
.A principal é o não pagamento de impostos como o ITR (Imposto de território rural)
.Facilidades e preferências junto a projetos ambientais apresentados.
.Alguns bancos quando solicitado linhas de créditos para atividades agropecuárias dão prioridades a fazendas que possuem áreas de preservação como as RPPN.

Além disso, o proprietário pode explorar a reserva dentro dos termos da lei com atividades de pesquisa cientifica, educação ambiental e ecoturismo e até arrecadar verbas junto aos órgão públicos e empresas particulares que desejam fazer sua compensação ambiental.
Vamos conhecer e descrever melhor estas atividades que podem ser exploradas em áreas de RPPN.

Pesquisa cientifica: A reserva pode e deve ter parcerias com universidades, faculdades e afins que desejam explorar e conhecer melhor o meio ambiente para fins de pesquisa descobrindo e reconhecendo espécies que possam ser uteis para elaboração de medicamentos e outros contribuindo com a indústria farmacêutica e a cura de doenças.

Educação ambiental: Disponibilizar sua área para que estudantes e interessados possam conviver, conhecer e se interessar mais pelo meio ambiente este trabalho deve ser feito através de parcerias com escolas e entidades que interessam levar seus alunos a uma aula de campo ou visita técnica monitorada por um profissional qualificado.

Ecoturismo: Disponibilizar seu espaço aos turistas que frequentam a região para visitas e contemplação da natureza, mostrando suas belezas, riquezas e a importância de sua preservação.

Arrecadação de verbas: Com a apresentação de projetos ambientais, ideias e atitudes que contribuam com o meio ambiente é possível adquirir verbas públicas e particulares através de empresas que necessitam fazer sua compensação ambiental.


E o ato mais importante, dar o exemplo e incentivar outros proprietários a fazerem o mesmo, mostrando que a quando se preserva a natureza estamos conservamos nossas nascentes, proporcionamos abrigo às diversas espécies da flora e fauna muitas delas em extinção.





terça-feira, 19 de agosto de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Compensação Ambiental a procura de parceiros

A RPPN  Nascentes do Rio São Francisco, coloca seu espaço a disposição das grandes empresas que necessitam fazer sua compensação ambiental, estamos localizados na bacia do Rio São Francisco, em fase inicial de regularização e para isso estamos em busca de parceiros, temos uma grande área disponível a ser preservada a qual se encontra na área de amortecimento do "Parnacanastra" (Parque Nacional da Serra da Canastra) Bacia do Rio São Francisco  a qual preserva uma das mais importantes nascentes de rio do Brasil o Rio São Francisco.

 Na região existe um grande fluxo de turismo ambiental devido a importância do Parque e a nascente do rio São Francisco e todos interessados tem de necessariamente passarem por nossa porta pois é o único acesso ao Parque. Com acesso e localização privilegiada temos a certeza de um grande fluxo e muitas visitas, a qual colocaria sua empresa em destaque apoiando o meio ambiente contribuindo para um mundo mais sustentável.

Nosso objetivo: Temos um projeto pronto idealizado que falta apenas investimento, um dos nossos principais projetos é focado no turismo pedagógico onde colocaríamos nosso espaço ecológico a disposição das escolas e alunos para que possam fazer visitas e aulas de campo valorizando e conhecendo um pouco de nossa exuberante natureza, através de uma vivência única e prazerosa.

 Quem somos: Acima de tudo somos um casal apaixonados pela natureza; ele da área Ambiental (Procurador) e ela formada em Turismo (Turísmóloga);  dispomos de uma pequena área  que preserva inúmeras espécies da flora do cerrado brasileiro e  com uma diversificada fauna, a qual possui vários animais em extinção: como lobos guarás, tamanduá-bandeira, tatu-canastra e muitos outros. Qualificados e com um área de grande importância, gostaríamos de contribuir com o meio ambiente e para isso estamos a procura de parceiros que possam nos ajudar a deixar um mundo melhor a nossa nova geração.

Contato:
Fernanda 37 3371-1564
                     9942-0543
 Augusto 37 3371-6589
                    9938-2730

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Flores do Cerrado

Algumas pequenas, mas exuberantes.

Flor de Araçá.


Flor de Pimenta


Flor de Mamão







Flor de Quiabo


 

 



Miniaturas raras e não indentificadas.








terça-feira, 11 de setembro de 2012

Flora do Cerrado Mineiro


Uma pequena amostra de nossa FLORA

RPPN Nascentes do Rio São Francico





Ornitologia

Vamos entender um pouco mais sobre ORNITOLOGIA.

Ornitologia é a parte da ciência biológica que estuda as aves e, ornitólogo, é a pessoa versada ou que estuda ornitologia. Esta prática é tão antiga quanto a terra e remonta a era primitiva quando os homens das cavernas riscavam nas rochas e nos paredões, traços rupestres de animais e aves que eles viam, observavam e caçavam. Na própria Bíblia Sagrada encontramos relatos de avistagens de aves por Abrahão, Moisés, Jó, Salomão, Davi, Amós e até de Cristo. Nos dias atuais, observar aves é a atividade que mais cresce na América: 63 milhões de pessoas observam aves. Estes adeptos viajam cerca de 3.000 milhas por ano, a vários países com o fim de observar e conhecer a fauna de aves destes lugares. Seus adeptos formam uma grande rede de voluntários que presta inestimável serviço à ciência, nestes países, participando ativamente de iniciativas e de programas conservacionistas. Observar aves é diversão em meio a natureza, porque estimula o interesse pela procura de aves. Isto garante satisfação e relaxamento, sem ferir e sem capturá-las, que podem fugir incólumes.

As aves como todos os animais do Reino Animal desempenham funções ecológicas bem definidas, por isso elas são importantes e úteis, pois realizam trabalho de dispersão, de predação de sementes, o controle biológico de populações de outros animais. Por exemplo, ao se alimentarem de frutos, predam as sementes e ao deixarem estas caírem no solo ao se deslocarem para diferentes pontos da floresta, dispersam essas sementes, que ao caírem em solo propício, oferecem as condições necessárias ao brotamento e desenvolvimento da planta, contribuindo assim para a regeneração da floresta. Elas polinizam flores ao transportar o pólen (beija-flores). Aves necrófagas como urubus e certos gaviões, realizam útil trabalho na natureza de remover restos de animais em estado de putrefação, que de outra forma, acumulariam moscas e outros animais, contribuindo para com a proliferação de vetores e de doenças. A aves carnívoras, como gaviões, grandes corujas que se alimentam de serpentes e de pequenos vertebrados, as espécies de aves que se alimentam de insetos, todos, ao se alimentar desses animais, fazem a regulação natural dessas populações. As aves agem como indicadores da saúde ambiental e indicam as condições de saúde de determinados ambientes, como a ocorrência de desmatamentos, queimadas, poluição de rios, de lagos e de igarapés, em geral, as afetam. O desaparecimento ou o aumento de algumas populações de aves são indicadores de alteração na qualidade ambiental. As aves também desempenham importante na qualidade de vida das pessoas, pois elas enchem-nos com sua beleza, pelo belo colorido da plumagem, por nos encantar com seus maravilhosos cantos, seus modos de vida, que enchem os ares de encanto e poesia. Na cozinha brasileira são apreciadas como alimento. Mas é em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra que elas são muito valorizadas e contribuem para a economia local, através do Turismo de Observação de Aves, segmento muito popular que está se irradiando para vários países do globo terrestre, conhecido internacionalmente como Birding ou Birdwatching.


O que você precisa para começar a observar aves?

Você quer aprender a observar pássaros? O material básico que você precisa é de um binóculo com aumento entre 8 a 10 vezes, um Guia de Campo e uma caderneta de campo para fazer anotação e a descrição de espécies não identificadas, acuidade visual e auditiva e de uma boa dose de paciência e de boa vontade. O Guia de Campo é um livro que contém informações técnicas, descrição e ilustrações coloridas das aves que ocorrem em determinada região ou país. A identificação de aves é um exercício contínuo do ato de observar espécimes em vida livre e identificá-la no guia de campo. Com a prática você gradativamente aumentará seu acervo de conhecimento ornitológico.


Como identificar uma ave?

Como identificar um pássaro? A principal parte que você precisa ver em geral é a região da cabeça e arredores. Procure linhas, faixas, formato e cor do bico, cor dos olhos; coloração do pescoço, da garganta, fronte e coroa. Confira para ver se ela possui um anel em volta do olho, desenhos ou manchas nas asas. Observe o tamanho e as cores da plumagem, pois elas podem pregar peças em você e podem parecer diferentes quando ela estiver ao topo de uma árvore ao meio-dia ou ao pôr do sol.

Para identificar uma ave, confira a cor principal de cada parte do seu corpo (cabeça, dorso, asas, cauda, pernas). Compare a ave observada com as ilustrações existentes nas pranchas de seu Guia de Campo. Faça comparações: "De que tamanho ela é?". Ela é tão pequena quanto um canário, ou grande quanto um pombo, um pato ou um peru? Ela é gorda ou magra, comprida ou curta? Olhe para cada parte dela. Suas asas são curtas ou longas, largas ou finas, curvas ou retas? E a sua cauda? Qual é o seu formato? É aforquilhada, reta ou curva? E as pernas? Às vezes apenas a cor das pernas pode ajudá-lo a diferenciar uma espécie da outra. Com a prática, poderá estreitar sua marca de identificação (ID) até chegar à família correta. Espécies não identificadas devem ser descritas na caderneta.Como identificar aves pelo som? O som que uma ave produz pode lhe dizer “comece me procurando por aqui”, pois o canto indica onde ela está. Tente fazer a descrição silábica dele, ou associá-lo a uma palavra ou frase. Assim, ficará mais fácil assimilá-lo. Observadores experientes podem ver mais aves com os olhos fechados que muitas pessoas com os olhos abertos! Eles conhecem as vocalizações que uma ave emite. É preciso aprender a escutar. Algumas aves vivem em locais de difícil acesso ou observação, nos quais você nunca as poderá ver. Mas bons observadores podem identificá-las ouvindo suas vocalizações. Vendo e ouvindo a ave que canta, no campo, você aprende a associar a ave ao som que ela produz. Como identificar o habitat dela? Onde você e a ave estão? Dê uma olhada ao redor de você. Você e a ave estão numa floresta, numa capoeira, numa clareira, no interior da mata, numa campinarana, às margens de um lago ou no meio do rio? Cada ave gosta de um certo ambiente – habitat: beira da mata, lago, igapó, várzea, mata primária. No solo, em arbustos, na copa; nadando ou mergulhando. Identifique o habitat da ave! Podemos encontrar aves em quase todos os lugares! Você ficará assustado ao saber que aves vivem nos fundos de seu próprio quintal ou sítio. Para tanto, mantenha seus olhos abertos e ouvidos atentos. Se você puder responder muita destas perguntas, terá boas chances de encontrar a ave que procura em seu Guia de Campo.


Formas de se observar aves

1) Observação parada, de escuta, em que o observador fica parado em determinado local, ouvindo e observando a movimentação das aves na copa e nos estratos inferiores da floresta, às margens de um lago ou à beira da mata. Em alguns casos, o uso de tendas, de mantas camufladas ou de esconderijos naturais pode ser importante para uma proveitosa observação!

2) Observação de percurso, em que o observador faz suas observações percorrendo cuidadosamente uma trilha, uma picada, um campo a pé ou num automóvel, ou navegando em canoa.

Locais para se observar aves em Minas Gerais

Em Minas Gerais a inúmeras opções  para a prática desta atividade, uma delas é Parque Nacional da Serra da Canastra e a RPPN Nascentes do Rio São Francisco, ambos localizados sudeste de Minas Gerais no município de São Roque de Minas; O Parque encontra-se aberto todos os dias de 8:00 hs às 17:00hs as agências receptivas disponibilizam guias especializados em observações de aves facilitando o encontrro das mesmas; para visitação da RPPN Nascentes do Rio São Francisco agendar passeio pelos tel: (37) 3371-6589 (37) 9942-0543 (37) 9938-2730.

AMOSTRA DE AVES FOTOGRAFADAS NA RPPN

















 Fotos: Fernanda Silva "RPPN Nascentes o Rio São Francisco"

AMOSTRA DE AVES FOTOGRAFADAS NO PARNACANASTRA









Fotos: Fernanda Silva "RPPN Nascentes o Rio São Francisco"

 
Fonte:

A Field Guide to the Birds of Brazil. 2009. Ber Van perlo. Oxford University Press 465p.Aves da Amazônia Brasileira/Brazilian Amazon Birds. 2008. Tomas Sigrist: Avis Brasilis - Valinos.

Todas as aves do Brasil: guia de identificação. 2004. Deodato Souza. Editora Dall. Feira de Santana, Bahia. 356p.

Aves Brasileiras: uma visão artística.2006. Tomas Sigrist: Avis Brasilis - Valinos.

Ornitologia Brasileira: uma introdução. Helmut Sick, 1997. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 862p.



segunda-feira, 10 de setembro de 2012